Nesta quinta-feira (22/10), às 9h, o Tribunal de Júri de São Sebastião (DF) iniciará o julgamento de Mateus Alberto Comar, de 34 anos, acusado de feminicídio qualificado pelo homicídio de Cristiane Santos, morta após ser empurrada por ele de uma escada no prédio Residencial do Bosque, em São Sebastião, em 18 de setembro; o crime, que culminou em traumatismo cranioencefálico fatal confirmado por laudo pericial, mobiliza a PMDF e o Ministério Público pela gravidade da violência doméstica documentada.
Contexto Institucional e Procedimentos Judiciários
A apuração conduzida pela PMDF e pelo Ministério Público Federal revelou que Mateus Alberto Comar agrediu Cristiane Santos durante discussão conjugal no apartamento familiar, após o qual a vítima saiu do imóvel e caminhou em direção à escada localizada no corredor do prédio; testemunhas relataram que Comar, possivelmente sob influência de crack, a empurrou com força, enviando-a ao chão, sendo seguida por um barulho e um grito antes dela ser encontrada inconsciente com ferimentos na boca, nariz e ouvido, sendo socorrida pelo CBMDF e encaminhada à UTI do Hospital Regional de Sobradinho.
O caso, que completa um mês de seu desenrolamento processual, foi formalmente denunciado pela PMDF com base em elementos materiais e testemunhais, incluindo declaração do próprio réu aos policiais militares em que admitiu ter empurrado a vítima próximo à escada; o laudo cadavérico emitido pelo Instituto Médico Legal confirmou a morte por ação contundente na cabeça, consolidando o caráter qualificado do feminicídio previsto no artigo 121 do Código Penal.
Mateus Alberto Comar responde por feminicídio qualificado após empurrar Cristiane Santos de uma escada, causando traumatismo cranioencefálico fatal.
Repercussão Legal e Desdobramentos Imediatos
A defesa técnica ainda não apresentou réplica formal aos autos, mas o Ministério Público aguarda a apreciação das evidências periciais para confirmar ou contestar a versão acusatória que atribui ao réu a intenção direta de causar risco mortal à vítima; o Tribunal já determinou prisão preventiva preventiva durante o curso do julgamento por risco à ordem pública e ausência de garantias processuais ao acusado.
Com a expectativa de veredito nas próximas semanas, o caso reacende debates sobre violência doméstica no Distrito Federal e as lacunas na proteção às vítimas, enquanto a O AB-DF sinaliza preparação para propor medidas legislativas que ampliem as penas para crimes cometidos sob condições de vulnerabilidade extrema.



