O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, reiterou na quarta-feira (16) que o Brasil não pode abrir mão dos Estados Unidos como parceiro comercial, apesar de reconhecer as dificuldades na relação bilateral desde maio do ano anterior, em discurso durante assinatura de acordo técnico entre o MDIC e a CNI.
Contexto Institucional e Estratégia Comercial do Ministério
Durante a cerimônia de assinatura do Acordo de Cooperação Técnica MDIC-Sistema Indústria na Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ministro destacou que o equilíbrio entre parceiros comerciais rivais — China, com tendência à ocupação de mercados, e Estados Unidos, com barreiras tarifárias — exige política industrial robusta, indo além de medidas paliativas como antidumping.
Ele reforçou que o saldo comercial brasileiro atinge cerca de US$ 55 bilhões até agosto e deve ultrapassar US$ 90 bilhões até dezembro, reforçando a necessidade de estratégias que preservem setores produtivos diante da volatilidade das relações internacionais.
O Brasil deve encerrar 2024 com superávit comercial superior a US$ 90 bilhões, impulsionado por balanço positivo de US$ 55 bilhões até agosto
Repercussão Política e Desafios de Governabilidade
O ministro expressou pesar pela crise no Supremo Tribunal Federal envolvendo Alexandre de Moraes, destacando que as instâncias judiciais não podem ser tratadas com normalidade diante de sua relevância para a estabilidade institucional e o clima político nacional.
Apesar de evitar juízo sobre o pedido de vista do ministro Flávio Dino, ele enfatizou que o Executivo não se pronunciará sobre investigações em curso no STF, mantendo postura de respeito à separação de poderes.



