Segundo a Polícia Civil, homem vendia perfumes e usava aparelhos das vítimas para acessar aplicativos bancários e transferir dinheiro sem autorização
Suspeito vendia perfumes e pedia celulares emprestados para aplicar golpes via Pix. (Foto: Polícia Civil)
Um homem identificado como João Pedro Ravazoli foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira (22), suspeito de furtar dinheiro de vítimas por meio de fraudes eletrônicas após pedir celulares emprestados.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito se aproximava das vítimas oferecendo perfumes e, durante a negociação, pedia os celulares emprestados sob a justificativa de fazer ligações. Com os aparelhos em mãos, ele acessava aplicativos bancários e realizava transferências via Pix sem autorização dos proprietários.
Uma das vítimas relatou que já conhecia o suspeito, que havia comparecido anteriormente ao estabelecimento comercial dela para vender perfumes. Em 15 de outubro, após comprar dois produtos por R$ 60, a vítima emprestou o celular ao homem, que disse precisar entrar em contato com o pai para tratar da entrega de outro produto. No dia seguinte, constatou uma transferência de R$ 570 que não havia autorizado. Após a operação, restaram apenas R$ 0,87 na conta.
Outro caso foi registrado em 21 de outubro, quando uma funcionária de um estabelecimento comercial recebeu a visita do suspeito e de outro homem, que também ofereciam perfumes. Após convencê-la a comprar um produto, João Pedro pediu o celular emprestado, alegando que precisava falar com a empresa fornecedora. Durante o período em que esteve com o aparelho, foi realizada uma transferência de R$ 1.100, praticamente todo o saldo disponível na conta da vítima.
Suspeito admitiu transferência, diz polícia
Durante interrogatório na delegacia, João Pedro admitiu, segundo a Polícia Civil, que observou a senha bancária de uma vítima durante uma negociação e depois utilizou o celular emprestado para transferir R$ 1.100. Ele também declarou que o dinheiro foi repassado a terceiros.
Ainda conforme o depoimento, o suspeito realizava operações para converter os valores transferidos via Pix em dinheiro em espécie, recorrendo a outras pessoas para receber ou movimentar quantias. Ele afirmou que parte do dinheiro ficou com ele e outra parte com o pai.
A Polícia Civil informou que a prisão ocorreu após diligências iniciadas com base nos relatos das vítimas e na identificação de semelhanças entre as ocorrências. O suspeito foi conduzido à unidade policial, onde foram adotadas as providências legais referentes à prisão em flagrante por furto qualificado mediante fraude eletrônica.



