Na manhã de quarta-feira, 23 de setembro de 2024, Manaus e municípios circunvizinhos registraram níveis de poluição atmosférica classificados como "péssimo" pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), desenvolvido pela Universidade Estadual do Amazonas (UEAM), com monitoramento em tempo real que evidenciou a presença de fumaça densa oriunda de queimadas generalizadas na Amazônia.
Contexto Ambiental e Geoevolutivo das Queimadas
De acordo com os dados coletados pelo SELVA, o qual integra as leituras das estações de monitoramento espalhadas pela metrópole amazônica, a qualidade do ar atingiu níveis críticos em Manacapuru e Manaquiri, com a cobertura de partículas inaláveis ultrapassando os parâmetros estabelecidos pela O rganização Mundial da Saúde (O MS) desde o início de setembro, configurando-se como um evento excepcional em termos de gravidade ambiental.
Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) apontaram que a área afetada pelas queimadas em Manacapuru somou 2.000 hectares até o momento, representando um salto de 293% em relação ao mesmo período do ano anterior, entre janeiro e agosto de 2024, enquanto Iranduba registrou crescimento de 212%, agravado pelas condições atmosféricas atípicas derivadas do fenômeno El Niño, que reduziu a dispersão natural da fumaça sobre o região metropolitana.
A poluição atmosférica em Manaus manteve-se em nível "péssimo" por mais de 12 horas consecutivas, afetando mais de 50 mil habitantes segundo estimativas municipais.
Repercussão à Saúde Pública e Medidas Preventivas
A Secretaria Municipal de Saúde recomendou que grupos vulneráveis — incluindo crianças, idosos, gestantes e portadores de doenças respiratórias ou cardiovasculares — reduzam atividades ao ar livre e utilizem máscaras N95 para mitigar a inalação de partículas finas, com ênfase na hidratação e proteção ocular como medidas complementares para prevenir danos colaterais à saúde.
A Prefeitura de Manaus reforçou o monitoramento por meio de drones e ações terrestres da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudança do Clima, além de coordenar com o Samu o atendimento emergencial via 192, orientando a população a buscar unidades básicas de saúde em casos leves e prontuários especializados em crises graves.



