Na primeira quinzena de setembro, os preços dos combustíveis registraram reajustes, com o etanol avançando 1,69% para R$ 4,21 por litro, interrompendo a deflação observada em agosto e reforçando a volatilidade do mercado petrolífero brasileiro.
Dinâmica Setorial e Evolução dos Preços
O levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), baseado em dados de 21 mil postos credenciados em todo o território nacional, apontou que o etanol, após recuo em agosto, voltou a registrar alta expressiva de 1,69% na primeira quinzena de setembro, com preço médio nacional de R$ 4,21 por litro. Esse movimento interrompeu a trajetória de alívio verificada no mês anterior e sinaliza reajustes pontuais em decorrência de fatores regionais e logísticos. O diesel S-10 registrou leve alta de 0,42%, cotado a R$ 7,11, enquanto o diesel comum decresceu 0,29%, encerrando o período com preço médio de R$ 6,76 por litro. Já a gasolina reduziu 0,30%, atingindo R$ 6,72 por litro em média nacional.
Contrariamente ao comportamento nacional, o Sudeste manteve a menor média para o etanol na região — R$ 4,09 por litro — após alta de 2,51%, enquanto o Amazonas registrou o maior aumento percentual do país, de 4,57%, para R$ 5,26. Pernambuco, por sua vez, liderou as quedas com redução de 3,26%, para R$ 5,05. No diesel comum, Alagoas registrou a maior alíquota estadual com alta de 1,68%, para R$ 7,28, e Paraná manteve o menor preço médio nacional de R$ 6,14.
O etanol registrou alta de 1,69% na primeira quinzena de setembro, atingindo preço médio nacional de R$ 4,21 por litro.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Fiscais
A Secretaria Nacional do Consumidor (Procon) e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmaram monitoramento contínuo dos preços e destacaram que os reajustes obedecem mecanismos de precificação vinculados ao câmbio e à oferta global do petróleo. O Ministério da Economia reforçou que não há previsão imediata de intervenção direta nos valores e que as variações obedecem ao modelo de mercado liberalizado adotado desde 2016.
Profissionais do setor energético apontam que a continuidade desses ajustes pode pressionar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e impactar cadeias produtivas sensíveis ao custo do combustível. Apesar da moderada alta do diesel S-10 e da queda da gasolina em alguns estados, a tendência é de estabilidade relativa nos próximos dois meses.



