O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em 2 de setembro de 2023, alerta que a temperatura global deve ultrapassar 1,5 °C nos próximos anos, mesmo com o cumprimento das promessas climáticas atuais, configurando um cenário crítico que exige ajustes estruturais na política energética e uso da para evitar conseqüências irreversíveis.
Contexto Científico e Estratégia Climática do Relatório do Pnuma
O documento revela que, apesar da meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, as ações governamentais atuais conduzem à projeção de aumento de até 1,8 °C até o final do século, segundo análise técnica baseada em dados consolidados pelo Pnuma.
A estratégia necessária para conter o aumento implica redução imediata das emissões de gases de efeito estufa — especialmente metano — e a adoção de tecnologias de remoção de carbono por meio de reflorestamento em larga escala, conforme detalha o relatório técnico publicado pela agência ambientalista.
O aquecimento global deve superar 1,5°C nos próximos anos, mesmo com cumprimento das promessas climáticas atuais.
Repercussão Institucional e Desafios O peracionais para Redução de Emissões
A secretária-executiva do Pnuma, Inger Andersen, enfatizou que ondas de calor extremas já se manifestam globalmente, evidenciando a urgência de reduzir emissões antes do pico térmico previsto.
Especialistas apontam que a implementação da estratégia demanda alinhamento entre políticas públicas, investimentos em energias renováveis e engajamento do setor privado, com prazos críticos para evitar pontos de nono retorno no sistema climático.



