Durante o comício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba, a ex-ministra Gleisi Hoffmann e a primeira-dama Janja Lula da Silva criticaram o candidato Sergio Moro, referindo-se a ele como 'algoz' e 'desqualificado', sem citar nominalmente o ex-juiz da Lava Jato.
Contexto Institucional e Histórico da Crítica Política
A ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), candidata ao Senado, e a primeira-dama Janja Lula da Silva proferiram críticas indiretas ao candidato Sergio Moro (PL) durante o ato eleitoral em Curitiba, destacando sua trajetória como juiz da O peração Lava Jato e sua atual condição de alvo político.
As declarações foram embasadas em argumentos que vinculam Moro à percepção de injustiça na condução do processo judicial que resultou na condenação de Lula, com Hoffmann ressaltando que ele 'roubou para colocá-lo injustamente na cadeia', enquanto Janja afirmou que não se referiria ao nome dele diretamente por considerar que 'tudo que ele quer' é justamente esse tipo de atenção.
Sergio Moro lidera com 45% das intenções de voto em primeiro turno, segundo levantamento do Paraná Pesquisas de 3 de setembro.
Repercussão Jurídica e Estratégica dos Líderes no Conflito Eleitoral
As críticas de Hoffmann e Janja foram alinhadas a uma estratégia de desgaste político, com Lula optando por não mencionar Moro nominalmente para evitar dar visibilidade ao adversário, enquanto o petista destacou que a eleição já está em curso, com apenas 22 dias até o segundo turno.
Moro, por sua vez, afirmou pertencer a uma 'aliança enxuta' e ressaltou sua capacidade de governar, mesmo após alegar ausência de alternativas na Procuradoria-Geral da República devido à troca de autoridades.



