A Polícia Federal concluiu que a diretoria do Banco de Brasília (BRB) praticou gestão fraudulenta na aquisição de carteiras de crédito do Banco Master, com operações que somam R$ 17,5 bilhões, conforme laudo pericial datado de 13 de agosto de 2026, publicado nesta sexta-feira (11/9) sob determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
Contexto Institucional e Apuração da Fraude
A investigação da Polícia Federal apurou que a compra das carteiras de crédito pelo BRB, conduzida entre 2024 e 2025, envolveu uma série de práticas irregulares documentadas em relatório pericial que destacou a manipulação da sequência de governança, a formalização retrospectiva de controles e a burla ao regime de alçadas, evidenciando uma ação deliberada por parte dos gestores.
O laudo, elaborado com base em análise técnica aprofundada, identificou participação individual do ex-presidente Paulo Henrique Costa Bezerra e dos ex-diretores Dario O swaldo Garcia Júnior e Luana de Andrade Ribeiro, com o primeiro apontado como figura central na articulação dos desvios e os demais responsáveis pela execução operacional das transações fraudulentas.
O total das operações fraudulentas somou R$ 17,5 bilhões, segundo laudo pericial da Polícia Federal publicado em 13 de agosto de 2026
Repercussão Jurídica e Desdobramentos da Investigação
A publicação do laudo pelo STF sob comando de Edson Fachin atinge um marco processual ao abrir caminho para as fases de persecução penal e julgamento, com possibilidade de responsabilização criminal e administrativa dos envolvidos sob as figuras do crime contra o sistema financeiro e fraude contra instituições bancárias.
As autoridades competentes já acionaram os órgãos de persecução para avaliar denúncia formal nos tribunais competentes, enquanto os implicados devem enfrentar não apenas processos judiciais, mas também sanções da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central.



