A Justiça Eleitoral indeferiu o registro de 22 candidatos em seis estados brasileiros por suspeita de ligação com o crime organizado. As decisões ocorreram após contestações do Ministério Público Eleitoral, que questionou a validade de 42 candidaturas em dez estados. Dos barrados, 14 disputavam vaga de deputado estadual, seis de deputado federal e dois de suplente de senador. O Rio de Janeiro concentra a maioria dos casos, com 13 candidatos impedidos, seguido por Paraíba (3), Acre (2), Mato Grosso do Sul (2), Bahia (1) e Amapá (1).
Entre os candidatos que conseguiram votos suficientes para se eleger, mas tiveram registros rejeitados, estão Diego Alba, no Rio de Janeiro, e Jamilson Name, em Mato Grosso do Sul. Ambos concorreram sub judice, e a validade dos votos depende do julgamento dos recursos no TSE. O MP Eleitoral também recorreu para barrar a candidatura de Ney Santos a deputado federal por São Paulo, alegando provas robustas de vínculo com o crime organizado sem necessidade de condenação definitiva. A defesa do político nega qualquer ligação com organizações criminosas ou práticas delitivas.



