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Política

BRB tentou aumentar capital com garantia do GDF, mas PGDF foi contra: entenda os detalhes da apuração

PorSamara SchwingelVerificadoOrtografia IAPublicado Há 13 min
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BRB tentou aumentar capital com garantia do GDF, mas PGDF foi contra: entenda os detalhes da apuração
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) se manifestou contra uma proposta do Banco de Brasília (BRB) de junho de 2024 para aumentar de capital, utilizando o Fundo de Participação dos Estados (FPE) como garantia em um acordo com sindicato de bancos, o que violaria a Constituição Federal ao vincular receitas do FPE a interesses privados, segundo parecer do subprocurador-geral Iran Machado Nascimento
  • A Polícia Federal cumpre cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em outubro de 2024, investigando suposta manobra para ampliar regulatório do BRB e viabilizar aquisição do Banco Master por meio de aumento de capital de R$ 750 milhões homologado em agosto de 2024
  • O aumento de capital do BRB, realizado por fundos vinculados ao Master em agosto de 2024, permitiu ao banco adquirir carteiras de crédito e ativos do próprio grupo Master totalizando bilhões de reais em curto intervalo, configurando dependência financeira artificial e possível prática de lavagem ou enriquecimento ilícito
Resumo Editorial

A PGDF considera inconstitucional o uso do FPE como garantia para o aumento de capital de R$ 750 milhões do BRB, que visa integrar o Master ao banco e configurar violação direta à Constituição Federal.

Em outubro de 2024, a Polícia Federal deflagrou cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em unidades da Federação, desvendando uma suposta estrutura para ampliar o regulatório do Banco de Brasília (BRB) e viabilizar a aquisição do Banco Master por meio de aumento de capital de R$ 750 milhões, operação que gerou suspeita de violação constitucional ao vincular o Fundo de Participação dos Estados (FPE) a interesses privados, segundo parecer da Procuradoria-Geral do Distrito Federal.

Contexto Institucional e Antecedentes da Investigação

A investigação da Polícia Federal, coordenada pela Subprocuradoria-Geral da República e documentada em relatório sigiloso obtido em outubro de 2024, aponta para um plano estratégico que previa a utilização do aumento de capital realizado em agosto de 2024 — homologado pelo Banco Central e viabilizado por fundos vinculados ao Master — como mecanismo para ampliar o poder regulatório do BRB e facilitar a compra de ativos do próprio grupo financeiro, configurando dependência artificial e possível prática de enriquecimento ilícito.

O parecer da PGDF, emitido em junho de 2024 pelo subprocurador-geral Iran Machado Nascimento, considerou inconstitucional a proposta inicial de o FPE servir como garantia em um acordo entre o DF e um sindicato bancário formado por BTG Pactual, XP e CitiGroup, ao prever repasses econômicos derivados da variação das ações do BRB, o que violaria o artigo 165 da Constituição Federal, que assegura ao fundo apenas finalidade de pagamento de débitos com a União ou prestação de garantia à ente federativo.

Ponto de Destaque

O aumento de capital de R$ 750 milhões homologado em agosto de 2024 permitiu ao BRB adquirir carteiras de crédito e ativos do Grupo Master totalizando bilhões de reais em curto intervalo.

Repercussão Jurídica e Desdobramentos Estratégicos

A manifestação da PGDF reforçou que o FPE não pode ser utilizado para garantir obrigações contratuais com entidades privadas, sob pena à inconstitucionalidade confirmada por parecer técnico do subprocurador-geral Iran Machado Nascimento, que destacou: "não existe aqui qualquer autorização constitucional para a vinculação das receitas do FPE para pagamento, ou mesmo garantia, a ser feita perante nenhum outro ente (público ou privado) que não seja a União"

A Polícia Federal mantém que o conjunto de operações — desde o aumento de capital até as trocas de mensagens entre Paulo Henrique Costa e Daniel Vorcaro — demonstra clareza no plano decisório para integrar o Master ao BRB até 2026, com uso do FPE como contragarantia em pedido de empréstimo de R$ 6,6 bilhões aprovado pela CLDF em junho deste ano.

Atenção / Ponto Crítico
Qualquer utilização do FPE como garantia para terceiros configura violação direta à Constituição Federal e pode acarretar anulação dos atos administrativos e responsabilização criminal dos envolvidos.

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