O presidente Lula, durante a última semana de campanha para o primeiro turno, realizou diversas atividades que incluem gravações para propaganda eleitoral, participação em eventos institucionais e agenda de viagens a capitais estratégicas, com destaque para a sanção de medidas voltadas ao futebol feminino e à regulação das apostas esportivas.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A apuração realizada pela coluna apurou que, na segunda‑feira (28/9), antes de partir para Belém (PA), o mandatário gravou programas de televisão destinados ao horário eleitoral e inserções para candidatos que apoia, abrangendo quase todos os estados, além de ter participado de evento no Palácio do Planalto para a sanção de novas normas que ampliam o apoio ao futebol feminino.
Antecedentes indicam que a intensidade da agenda reflete a estratégia de consolidação de alianças e de exposição mediática em véspera de decisão eleitoral, enquanto o projeto de lei que prevê até seis anos de prisão para quem divulgar apostas esportivas já havia sido apresentado ao Congresso e está em fase de apreciação no Senado.
Até 6 anos de prisão estão previstos para quem divulgar apostas esportivas, medida que já está em tramitação no Congresso Nacional.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
Autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Ministério Público Federal destacam que a sanção às bets busca garantir a integridade do processo eleitoral, enquanto aliados do presidente defendem a medida como equilibrada e necessária, rejeitando acusações de pressão política contra Flávio Bolsonaro.
A expectativa é que a decisão sobre a participação do presidente no debate da TV, marcado para 1º/10, seja definida nos próximos dias, e que sua presença nas urnas em São Bernardo do Campo (SP) no dia 4/10 reforce o papel simbólico da campanha.



