A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou inquérito para apurar a divulgação de cartazes falsos com a imagem da governadora Celina Leão associada ao número 22 no Cruzeiro Velho (DF), ação que, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), provocou a anulação de mais de 26 mil votos para governador no primeiro turno, evidenciando tentativa de manipulação eleitoral por meio de material difamatório e fraudulento.
Contexto Institucional e Investigação Criminal
A 3ª Delegacia de Polícia da PCDF iniciou formal investigação para identificar os autores da distribuição de cartazes falsos contendo a imagem da governadora Celina Leão vinculada ao número 22 – número de campanha da candidata com numeração oficial de 11 – em pontos estratégicos do Cruzeiro Velho (DF), com perícia técnica realizada pelo Instituto de Criminalística que coletou impressões digitais nos locais de propaganda, focando na identificação das três mulheres suspeitas de atuar na campanha difamatória.
Antecedentes revelam que o material fraudulento também foi detectado no Sudoeste (DF), com registros fotográficos e audiovisuais que comprovam a atuação do trio, enquanto autoridades apuram possível conexão entre os atos e discurso político extremista, incluindo alusões a símbolos nazistas e associação indevida da governadora à figura do candidato presidencial Flávio Bolsonaro, configurando crime contra a ordem democrática e a integridade do processo eleitoral.
Mais de 26 mil eleitores do DF anularam o voto para governador ao inserirem o número 22 nas urnas eletrônicas, em clara tentativa de sabotar a candidatura oficial da governadora Celina Leão, número 11.
Repercussão O ficial e Desdobramentos Jurídicos
A PCDF e o Ministério Público do Distrito Federal acionaram medidas cabíveis para apurar responsabilidades criminais, com ênfase na tipificação do crime eleitoral previsto no Código Penal e na Lei das Falsas Propagandas, enquanto a Justiça Eleitoral já notificou o TSE para investigar eventuais padrões organizados de interferência no processo votingual.
As próximas fases incluem análise forense das impressões digitais colhidas, cruzamento com histórico criminal das suspeitas e eventual prisão preventiva, com o caso servindo como referência para o combate à desinformação estruturada em campanhas eleitorais futuras.



