O canal "Exército do Lula", criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) com o objetivo de mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno das eleições, superou 4,1 milhões de inscritos no WhatsApp na noite desta segunda-feira (12/10).
O marco foi alcançado após uma disputa judicial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu temporariamente o grupo, mas que foi restabelecida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, permitindo o funcionamento contínuo do canal.
Acompanhamento formal das autoridades e órgãos oficiais demonstra que os desdobramentos do tema apurado foram confirmados por registros, decisões judiciais e dados centrais, enquanto medidas institucionais permanecem em curso e sob monitoramento.
Análise técnica do TSE não identifica fake news, mas aponta práticas coordenadas
Nesta segunda-feira (12/10), uma análise da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE, solicitada por Nunes Marques, não identificou a divulgação de notícias falsas específicas no canal entre 2 e 11 de outubro.
Entretanto, a equipe técnica apontou indícios de atuação coordenada e centralizada para ampliar a circulação de conteúdos digitais. Entre as práticas identificadas estão orientações para que seguidores curtissem e compartilhassem publicações antes mesmo de assisti-las, além de ações organizadas para impulsionar hashtags nas redes sociais.
Desafios regulatórios e próximos passos
A disputa judicial teve início após Flávio Bolsonaro acionar o TSE para pedir a derrubada do canal de Janones, sob a alegação de que o grupo seria usado para disseminar propaganda eleitoral irregular e promover ações coordenadas de mobilização digital em favor do presidente Lula.
O processo foi distribuído ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que determinou que Lula, Janones e o vice-presidente Geraldo Alckmin apresentassem defesa em cinco dias. Já a campanha de Flávio recebeu prazo de 72 horas para detalhar as supostas irregularidades.
No domingo (11/10), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, chegou a determinar, em outro processo, a suspensão do canal. A medida impedia a entrada de novos integrantes e o envio de mensagens.
A decisão, porém, foi suspensa por Villas Bôas Cueva, que restabeleceu o funcionamento do "Exército do Lula" e determinou que o caso fosse levado ao plenário da Corte.
Nesta segunda-feira (12/10), uma análise da AEED do TSE não identificou a divulgação de notícias falsas específicas no canal entre 2 e 11 de outubro.
Porém, indícios apontados pela equipe técnica revelam práticas estruturadas para maximizar o alcance digital. Entre elas estão orientações para que seguidores curtissem e compartilhassem publicações antes mesmo de assisti-las e ações organizadas para impulsionar hashtags nas redes sociais.
As autoridades continuam avaliando os recursos legais cabíveis dentro dos parâmetros eleitorais vigentes.



