A diplomacia brasileira acompanha com cautela os desdobramentos da crise no Paraguai, embora considere a situação um assunto interno de Assunção. Segundo interlocutores do Itamaraty ouvidos pelo Metrópoles, não há previsão de manifestação oficial sobre o tema até o momento.
A instabilidade paraguaia se intensificou após o Banco Central do país determinar a liquidação do Ueno Bank por insolvência na terça-feira (3/11). O Ministério Público também abriu investigações criminais sobre a gestão da instituição e sobre supostos crimes financeiros cometidos pelo presidente Santiago Peña.
Peña anunciou sua renúncia na tarde desta quinta-feira (5/11), antes que o pedido de impeachment contra ele avançasse definitivamente no Congresso. A renúncia ainda depende de aprovação parlamentar, enquanto o processo de impeachment segue em andamento.
O presidente do Banco Central do Paraguai e dois diretores da instituição também deixaram seus cargos. A imprensa local avalia que os parlamentares podem rejeitar a renúncia para evitar que Peña obtenha foro privilegiado e se torne senador vitalício.
Integrantes do Palácio do Planalto descartam uma manifestação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a situação. Qualquer eventual posicionamento deve ficar restrito à chancelaria brasileira, apesar da boa relação entre os dois líderes.



