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Política

Centrão vê oportunidade de enfraquecer influência de Bolsonaro e aliados nas eleições

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 05:00
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Centrão vê oportunidade de enfraquecer influência de Bolsonaro e aliados nas eleições
Fatos Rápidos da Notícia
  • Flávio Bolsonaro perdeu as eleições, está fora do país e pode ser escanteado pelo PL devido à radicalização.
  • Jair Bolsonaro está preso, inelegível e enfrentando problemas de saúde.
  • Hugo Motta promete avançar com reforma política que acaba com votação 100% proporcional e institui modelo distrital misto.
Resumo Editorial

Lideranças do Centrão planejam usar a ausência de Jair Bolsonaro e a possível escanteação de Flávio Bolsonaro para alinhar o bolsonarismo aos partidos e reduzir o poder de influenciadores políticos, com foco na eleição de 2030.

O Centrão enxerga uma janela rara para realizar um antigo objetivo do grupo: domar o bolsonarismo sem perder os votos fiéis a Jair Bolsonaro. A oportunidade surge porque Flávio Bolsonaro perdeu as eleições, está fora do país e pode ser gradualmente afastado pelo próprio PL devido à radicalização do discurso, enquanto Jair Bolsonaro permanece preso, inelegível e com problemas de saúde. Os demais herdeiros do clã não possuem estrutura para dominar o movimento.

A estratégia do Centrão se divide em duas frentes: garantir que o novo representante do bolsonarismo esteja alinhado ao grupo e mudar as regras do jogo para devolver força aos partidos, reduzindo a influência dos influenciadores. Essa movimentação já começou na Câmara, onde o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) promete avançar com a reforma política que acaba com a votação 100% proporcional e institui o modelo distrital misto.

Com a mudança, metade da bancada será eleita pelo sistema antigo e a outra metade pelo sistema distrital, no qual o desenho dos distritos poderá favorecer caciques e estruturas partidárias tradicionais. Dessa forma, o poder de puxadores de votos como Nikolas Ferreira (PL-MG) deve diminuir, forçando influenciadores a se submeterem às lideranças das legendas e modularem seus discursos para manter relevância.

Lideranças do Centrão também trabalham para evitar uma candidatura “chucra”, indicada por uma única liderança, no caso Jair Bolsonaro, já de olho em 2030. Caciques defendem que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seja construído como nome de consenso entre bolsonaristas e Centrão.

Tarcísio enfrenta o desafio de passar a imagem de líder equilibrado sem se descolar completamente do bolsonarismo, sob risco de perder relevância. Ele precisa chegar às urnas em 2030 como sucessor de Jair Bolsonaro para evitar que um aventureiro assuma esse posto, como Pablo Marçal tentou na eleição municipal de 2024 em São Paulo.

Alas radicais do bolsonarismo devem subir o tom contra o governador, mas a aposta do Centrão é que a relevância desse grupo diminua diante da modalidade “à distância” da liderança exercida por Flávio e Eduardo Bolsonaro.

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