O Banco da Inglaterra decidiu nesta quinta-feira (5) elevar a taxa de juros pela primeira vez em mais de três anos, iniciando um caminho que outras instituições financeiras globais já percorreram. A decisão do Comitê de Política Monetária foi aprovada por 8 votos a 1, levando a taxa de 3,75% para 4%.
A autoridade monetária alerta que esse pode não ser o último reajuste caso o conflito no Oriente Médio não seja resolvido. O presidente do banco central, Andrew Bailey, afirmou que o aumento atual não representa o início de uma sequência longa e inevitável, mas que sua continuidade depende da estabilidade regional.
A inflação britânica deve atingir cerca de 5% em meados do próximo ano, mais do que o dobro da meta do banco central. No cenário central, a inflação não deve retornar a 2% antes do terceiro trimestre de 2028, um atraso de seis meses em relação às projeções feitas em julho durante uma trégua no conflito entre EUA e Irã.
Em um cenário adverso, com os preços do petróleo atingindo aproximadamente US$130 o barril, a inflação poderá chegar a 6,2% no terceiro trimestre de 2027. Apesar dos pressões inflacionárias decorrentes dos custos elevados da energia, o banco revisou para cima suas expectativas de crescimento para este ano e o próximo, para 1,6% e 1,3%, atribuindo parte dessa força aos gastos com inteligência artificial e ao orçamento anual apresentado pelo ministro das Finanças, John Healey.



