O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) sorteou as urnas eletrônicas que passarão por auditoria para o segundo turno das Eleições 2026, durante audiência pública na Câmara Legislativa (CLDF), neste sábado (24/10). Desde a implantação do testes, jamais foi detectada falha técnica nas urnas e no sistema eleitoral. Representantes de partidos políticos e órgãos de fiscalização, nacionais e internacionais, participaram da seleção.
Segundo o presidente do TRE-DF, Angelo Passareli, a auditoria é uma preocupação para evitar qualquer tipo de interferência na vontade do eleitor. “O maior valor para um povo é a democracia. E a democracia precisa ser muito bem zelada. Porque senão vontades próprias podem dominar a vontade da maioria. Então, precisamos estar sempre atentos”, afirmou.
A Justiça Eleitoral selecionou 23 urnas. Deste total, 20 vão passar pelo teste de integridade, para verificar se os votos digitados pelos eleitores serão corretamente registrados e contados. Outras 3 foram escolhidas para o teste de autenticidade, com o objetivo de checar o software dos equipamentos de votação.
Os testes começam neste sábado e terminam ao final da votação do segundo turno das Eleições 2026, no domingo (25/10). Foram selecionadas urnas em colégios eleitorais em localidades como Brasília, São Sebastião, Samambaia, Guará, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Taguatinga, Gama, Ceilândia, Planaltina e Sobradinho.
No caso do teste de integridade, votos previamente registrados em cédulas de papel serão digitados nas urnas eletrônicas auditadas. Ao final, os resultados serão comparados para checar se a votação registrada nas cédulas corresponde àquela contabilizada pelas urnas. A auditoria é filmada do começo ao fim.
Segundo o TRE-DF, a auditoria realizada no primeiro turno identificou duas inconsistências causadas por erro de digitação. “Foram coisas demonstradas pelas imagens. Nós não tivemos um único equívoco, que não fosse humano”, pontuou Angelo Passareli. Ou seja, o erro foi humano.
Do ponto de vista do juiz presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica do TRE-DF, João Marcos Guimarães Silva, a auditoria garante a transparência e a fidelidade na contagem dos votos. “Podem confiar no processo eleitoral. Ele é plenamente seguro. É impossível de erro”, afiançou.
Das 20 urnas escolhidas para o teste de integridade, 16 serão auditadas no Foyer do Plenário da CLDF, duas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e duas, com biometria, na Escola Canadense de Brasília, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG).
As urnas selecionadas para o teste de integridade serão retiradas dos locais de votação e transportadas para os respectivos locais de auditoria. Os ambientes serão lacrados para a realização dos procedimentos no dia da eleição. Para não haver prejuízo aos eleitores, após a retirada, os equipamentos serão substituídos nos colégios eleitorais.
No domingo, as urnas serão auditadas simultaneamente ao início da votação em todo o país. O procedimento será transmitido ao vivo para a população pelas redes sociais do TRE-DF e da CLDF.
O teste com biometria, segue o mesmo princípio, mas utiliza a biometria de eleitoras e eleitores voluntários para habilitar a urna durante a auditoria. A modalidade é realizada em local próximo à seção eleitoral e conta com a participação de pessoas que autorizam o uso de seus dados biométricos.
O teste de autenticidade dos sistemas eleitorais verifica, antes da emissão da zerésima (o procedimento realizado para checar se não existem votos previamente registrados na urna antes da votação) a autenticidade e a integridade dos sistemas.
Neste caso, as urnas não são retiradas dos colégios eleitorais. Caso não seja identificada falha, os equipamentos serão utilizados durante a eleição.



