Na terça-feira (6/10), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, prestou depoimento à Polícia Federal como testemunha no inquérito que apura fraudes no Banco Master, mesmo dia em que se deu a primeira fase da O peração Compliance Zero, que investiga o desvio de recursos da instituição financeira.
Contexto Institucional e Investigação em Curso
A operação de liquidação do Banco Master, decretada por Galípolo em novembro de 2023, foi oficializada no mesmo dia da primeira fase da O peração Compliance Zero, coordenada pela Polícia Federal e pelo Ministério da Justiça, com o objetivo de apurar fraudes estruturais envolvendo desvios de recursos e propinas no âmbito da instituição financeira.
A apuração revelou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro mantinha ligações próximas com servidores da alta cúpula do Banco Central, incluindo Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, ambos afastados das funções em 2016 sob suspeita de receber cerca de R$ 12 milhões em propinas.
Mais de R$ 12 milhões em propinas foram supostamente pagos a servidores da alta cúpula do Banco Central envolvidos na operação fraudulenta do Master.
Repercussão Institucional e Caminhos Jurídicos
O Banco Central informou que Galípolo agiu com total transparência ao prestar depoimento, reiterando que sua decisão de liquidar o Master foi baseada em avaliação técnica e não em pressão externa, enquanto o Ministério Público Federal mantém sob sigilo os detalhes do conteúdo do depoimento por ainda estar em fase investigativa.
A expectativa é que novas delações e documentos complementares acelerem o desdobramento das investigações sobre a estrutura de corrupção vinculada ao Banco Master e seus eventuais vínculos com agentes públicos de alto escalão.
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