Às 22h15 da noite da terça-feira (29), o Rio Taquari, no município gaúcho de Lajeado, atingiu a marca de 22,61 metros – superando em 3,61 metros a cota de inundação oficial de 19 metros, conforme medição do Serviço Geológico do Brasil (SGB), órgão vinculado à Defesa Civil – desencadeando novas medidas preventivas e reacendendo o alerta para o risco de tragédias recorrentes na região.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A Defesa Civil de Lajeado confirmou o novo patamar do Rio Taquari após intensas precipitações que atingiram o Rio Grande do Sul, com o nível chegando a 22,61 metros às 22h15, segundo medição do SGB; na noite anterior, a prefeitura municipal havia iniciado a retirada preventiva de moradores em áreas de risco, em conformidade com os protocolos estabelecidos desde a crise de 2024, quando o rio ultrapassou 33 metros entre Lajeado e Estrela, provocando centenas de óbitos.
O evento ocorre em um contexto mais amplo de um ciclone extratropical que afetou mais de 54 mil pessoas no estado entre sexta-feira (25) e terça-feira (29), gerando 6.298 desalojados, 8.181 casas danificadas e 54.065 afetadas no total, conforme balanço final da Defesa Civil do Rio Grande do Sul.
O Rio Taquari subiu para 22,61 metros às 22h15 da noite da terça-feira (29), ultrapassando a cota de inundação de 19 metros estabelecida pelo SGB.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A Justiça determinou que a Prefeitura de Porto Alegre indenize R$ 50 milhões em danos morais coletivos por omissão durante a enchente de 2024, decisão proferida no âmbito da ação civil pública movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), com base em comprovação de falha institucional na proteção da população [to.



