Na quarta-feira (01), Thiago Cardoso Martins, preso desde 2019 no Rio de Janeiro, será submetido a julgamento por videoconferência no Estado do Pará, sob acusação formal de ser o mandante de um duplo homicídio e uma tentativa de homicídio registrados em 21 de março de 2021, no bairro do Guamá, em Belém, onde câmeras de segurança registraram o ataque que vitimou dois homens e uma adolescente de 16 anos.
Contexto Criminal e Investigação Preliminar
As investigações conduzidas pelo Ministério Público do Pará revelam que o crime foi encomendado por uma facção criminosa suspeita de ter vínculos com informantes policiais e milicianos, conforme comprovado por laudos periciais e depoimentos colhidos ao longo de dois anos; as imagens de câmeras de segurança, amplamente analisadas pela Polícia Civil do Pará, demonstram a aproximação do táxi até o local e a ação coordenada dos agressores que desceram armados, resultando na morte imediata de dois indivíduos e na injustiça de Loyse Teixeira do Espírito Santo, de 16 anos, durante o episódio ocorrido no bairro do Guamá.
O processo criminal, que apura a responsabilidade direta de Thiago Cardoso Martins — preso no Rio de Janeiro desde 2019 após fuga do Complexo Penitenciário de Santa Izabel —, conta com cinco denunciados pelo Ministério Público, dos quais dois já foram condenados a sentenças de 45 e 34 anos de reclusão, enquanto os demais têm os processos suspensos à espera da conclusão definitiva do julgamento.
Cinco pessoas foram formalmente acusadas no processo pelo duplo homicídio e tentativa de homicídio ocorrido em março de 2021 no bairro do Guamá, em Belém.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Processuais
A expectativa institucional é marcada pela urgência do julgamento desta quinta-feira, já que o Tribunal de Justiça do Pará determinou a realização da sessão por videoconferência para garantir celeridade processual, em especial considerando o envolvimento direto do réu em outro crime federal que pode interferir na segurança institucional; além disso, os advogados da defesa e da acusação já sinalizaram a necessidade de apresentar novos elementos probatórios antes da proferição da sentença para evitar eventuais nulidades.
O s próximos passos dependem da avaliação do colegiado sobre as provas apresentadas — testemunhas como os delegados Juliano Corrêa e Allan Pinheiro Cavalcante devem prestar declarações cruciais — com possibilidade de recurso imediato à Corte Superior ou ao Supremo Tribunal Federal caso haja decisão controversa.



