A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que, a partir de outubro, o Pará adotará a bandeira tarifária verde, eliminando a cobrança adicional de R$ 1,885 por cada 100 kWh consumidos, em contraste com a anterior bandeira amarela, em um mês previsto para temperaturas acima da média no Norte do Brasil, conforme previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Contexto Institucional e Condições Climáticas do Pará
A Aneel formalizou a substituição da bandeira amarela, que repercutia R$ 1,885 por cada 100 kWh consumidos, pela verde — sem custo adicional — em decisão técnica baseada na análise de geração de energia e capacidade das hidrelétricas do Sistema Interligado Nacional, após cinco meses de sobrecarga tarifária que impactou diretamente o bolso do consumidor paraense.
O Inmet prevê para outubro temperaturas acima da média em grande parte do Norte do Brasil, com desvios entre 1,5 °C e 2 °C, especialmente no centro do Pará, onde o calor intenso deve estimular o uso prolongado de ar-condicionado, ventiladores e outros equipamentos de climatização, agravando o consumo residencial mesmo sem a taxa extra da bandeira tarifária.
O consumidor paraense deixa de pagar R$ 1,885 por cada 100 kWh com a adoção da bandeira verde em outubro, mas o aumento do consumo devido ao calor pode manter as contas elevadas.
Repercussão Técnica e Diretrizes de Consumo
Especialistas em eficiência energética, como Pricila Hinvaitt da Equatorial, alertam que, embora a bandeira verde elimine o custo adicional, o aumento do consumo por conta do calor pode gerar impactos financeiros equivalentes ou superiores ao valor anteriormente cobrado, exigindo atenção redobrada dos usuários.
A Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) beneficia famílias cadastradas com desconto integral nos primeiros 80 kWh mensais, mas tributos e encargos não abrangidos pelo benefício ainda podem incidir na conta final.
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