Na manhã desta quarta-feira (30/9), policiais militares do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) realizaram o resgate de um urutau, ave nativa do Cerrado conhecida popularmente como "mãe-da-lua" ou "ave-fantasma da Amazônia", encontrado debilitado em um apartamento localizado em Taguatinga, Distrito Federal.
Investigação e Procedimentos de Intervenção Ambiental
As imediações do fato foram acionadas pelo Centro de O perações da Polícia Militar (Copom), após denúncia formal que indicava a presença de animal silvestre dentro do imóvel. No local, os militares identificaram o urutau em estado de fragilidade física, com sinais claros de sofrimento, sendo então procedida sua apreensão com rigor técnico e segurança para preservação da integridade do animal.
O urutau, espécie com hábitos noturnos e capacidade de permanecer imóvel durante longos períodos, camuflada em troncos arbóreos, é nativa do Cerrado e, embora menos conhecida que espécies da Amazônia, figura entre as aves ameaçadas por impactos ambientais e conflitos urbanos. A ação foi coordenada com protocolo padronizado para fauna silvestre, assegurando encaminhamento imediato ao Hospital de Fauna Silvestre (HFAUS).
Segundo os registros oficiais do BPMA, a ave foi localizada em condições que comprometeram sua mobilidade e vitórias vitais, demandando intervenção veterinária especializada. O HFAUS confirmou o recebimento do animal e informou que está sob cuidado da equipe multidisciplinar responsável pela recuperação, com acompanhamento contínuo para reabilitação.
O resgate ocorreu após denúncia formal e resultou na transferência do urutau ao Hospital de Fauna Silvestre para tratamento especializado.
Repercussão Institucional e Próximas Etapas
As autoridades ambientais e o Ministério da Justiça Federal seguem monitorando o caso com atenção, em razão da relevância da espécie e da ocorrência em área urbana do Distrito Federal. O BPMA reforçou seu protocolo de atuação emergencial para prevenir novos episódios envolvendo fauna silvestre em contextos residenciais.
A recuperação do urutau será acompanhada pelas instituições competentes, com previsão de eventual retorno ao ambiente natural após avaliação médica veterinária favorável. A ação reforça a necessidade de conscientização sobre a preservação da fauna nativa em áreas metropolitanas.



