Nesta quinta-feira, 3 de outubro, a União Europeia implementou a suspensão das importações de produtos de origem animal do Brasil, em razão das regras referentes ao uso de antimicrobianos, iniciando um período crítico para a avicultura nacional, com foco estratégico no prazo de novembro para a reversão da medida.
Avaliação Técnica e Desdobramentos das Audiências Europeias no Brasil
As auditorias da missão europeia, realizadas no final de agosto e abrangendo frigoríficos, fábricas de ração e propriedades rurais em estados como Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, foram concluídas com relatos positivos dos produtores locais, destacando a capacidade de demonstração dos procedimentos adotados para atender às exigências sanitárias europeias, especialmente no quesito do uso racional de antimicrobianos.
O setor avícola brasileiro, representado pela ABPA e pelo Sistema FAEP, mantém a expectativa de que os laudos das auditorias sejam avaliados pelas autoridades europeias em novembro, com possibilidade concreta de revisão da suspensão ainda neste ano, dependendo da comprovação técnica do novo modelo de fiscalização implementado pelo Ministério da Agricultura.
As exportações brasileiras de carne de frango para a União Europeia cresceram 73% entre janeiro e julho deste ano, segundo dados da Secex.
Repercussão Setorial e Caminhos para a Retomada das Exportações
Ricardo Santin, presidente da ABPA, destacou que o setor segue as regras europeias há mais de duas décadas, sendo o desafio atual o nível elevado de comprovação e fiscalização exigidos pelo bloco, com possibilidade de convocação de reunião extraordinária para acelerar a análise dos resultados das auditorias brasileiras.
Com base na Secex, o crescimento de 73% nas exportações de carne de frango para a UE entre janeiro e julho reflete uma estratégia de antecipação das compras por parte europeia, funcionando como colchão temporário para os produtores brasileiros diante da suspensão iminente.



