Um estudo publicado pela editora Wiley indica que crianças expostas a brincadeiras desafiadoras e empolgantes tendem a ter um emocional e um físico mais preparados para lidar com questões estressantes durante a vida. Intitulado "Jogo arriscado infantil e resiliência: Perspectivas de profissionais de atendimento de emergência", a análise sugere que, embora seja necessário intervir para evitar lesões graves, os adultos devem apoiar as crianças a testarem seus limites físicos e cognitivos sem interferência constante.
A psicopedagoga Elaine Cristina da Silva, especialista em Neurociência Cognitiva, explica que as brincadeiras ao ar livre mobilizam simultaneamente o corpo, o pensamento e as emoções. Ela destaca benefícios físicos como equilíbrio, coordenação motora e força, além de ganhos emocionais como autoconfiança e habilidades para lidar com a incerteza. No aspecto cognitivo, essas atividades exigem observação, planejamento de movimentos e resolução de problemas.
