Carla Zambelli, ex-deputada federal e figura proeminente da política brasileira, moveu ação no Supremo Tribunal Federal com pedido de habeas corpus preventivo para garantir salvo-conduto que assegure sua permanência no país durante o período eleitoral de 2026 sem risco de prisão, visando preservar seu direito de voto e apoiar a candidatura de sua mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, a deputada federal por São Paulo.
Contexto Institucional e Fundamentação Jurídica do Habeas Corpus
A defesa de Carla Zambelli, por meio do advogado Eduardo Mauricio, protocolou ao STF documento que requer a suspensão da ação penal contra ela enquanto vigorarem as eleições de 2026, fundamentando o pedido no interesse público de que a ré possa exercer seu direito constitucional de voto sem obstrução.
O caso se insere em um cenário mais amplo de tensões entre poderes Judiciário e Executivo, com a PF já tendo realizado prisões de parlamentares locais e investigado esquemas de fraude eleitoral em Pernambuco, evidenciando a volatilidade do ambiente político nacional.
Carla Zambelli busca salvar seu direito de voto e o da mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, candidata a deputada federal por São Paulo.
Repercussão Política e Desdobramentos Processuais
A medida deve gerar intenso debate sobre os limites do uso do habeas corpus como instrumento preventivo, especialmente em ano eleitoral marcado por polarização e ameaças à democracia.
Enquanto o Ministério Público Federal ainda não se manifesta sobre a admissibilidade do pedido, juristas apontam que a decisão do STF pode estabelecer precedentes relevantes para futuras disputas judiciais envolvendo políticos em situação similar.



