De olho no voto do eleitor acima de 70 anos, os candidatos à Presidência da República devem citar propostas e escândalos recentes – como do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) - durante o último debate, marcado para esta sexta-feira (23), na TV Globo.
Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que os idosos acima dos 70 - que não são obrigados a votar -, hoje já representam cerca de 10% do eleitorado. Em uma disputa que, ao que tudo indica, será definida por uma margem pequena de diferença de votos, esse eleitor passou a ser considerado fundamental pelas duas campanhas.
Do lado do PT, a insistência pelo voto do eleitor acima dos 70 anos tem feito parte desde o primeiro turno. No debate, Lula deverá voltar a falar sobre isso e destacar propostas para saúde da terceira idade.
Além disso, o presidente da República vai prometer a manutenção da política de reajustes anuais do salário mínimo acima da inflação - que garante ganho real para aposentados e pensionistas – e a diminuição da fila do INSS.
Já Flávio Bolsonaro, nos últimos dias, foi preparado para falar sobre o assunto e tentar fazer o vínculo entre o presidente Lula e o recente escândalo de descontos ilegais e não autorizados dos aposentados do INSS.
Flávio também voltará a destacar a promessa de campanha de que, se eleito, desenvolverá mecanismos de fiscalização para conter desvios de recursos no sistema previdenciário.
No primeiro turno, o número de eleitores com 70 anos ou mais que votaram aumentou 43% quando comparado com 2022. No entanto, foram apenas 8,77 milhões de votos registrados, entre os 17,25 milhões de idosos que poderiam ter votado, mas, pela legislação brasileira, não são obrigados.



