O Congresso do Paraguai iniciou uma sessão conjunta na tarde desta quinta-feira (5) para analisar a renúncia apresentada pelo presidente Santiago Peña. Em vídeo publicado nas redes sociais, o mandatário afirmou que a decisão foi tomada pensando na estabilidade do país, na paz social e na preservação das instituições democráticas.
Em paralelo à análise da renúncia, a Câmara de Deputados paraguaia aprovou o impeachment do presidente por unanimidade, com 78 votos a favor, e o processo avançou para o Senado. A oposição defende o impeachment ao invés da renúncia para que Peña não tenha imunidade parlamentar.
Pela Constituição paraguaia, presidentes se tornam senadores vitalícios ao deixar o cargo. Eles não têm direito a voto, mas podem participar das sessões no Senado e possuem foro privilegiado, o que impede processos na Justiça comum. Caso sofra impeachment, Peña não terá direito ao cargo de senador vitalício e à imunidade.


