A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por O rientação Sexual, Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), instaurou procedimento investigativo para apurar suposto caso de homofobia praticado pelo padre Moacir Anastácio de Carvalho, pároco da Paróquia São Pedro, em Taguatinga, após [correção: na Paróquia São Pedro, localizada em Taguatinga] ao qual se referiu publicamente durante missa transmitida ao vivo em 6 de outubro de 2026, em que ofendeu a candidatura da psicóloga e missionária Cricia Martins, candidata a deputada distrital, ao empregar o termo pejorativo "sapatão" e expor o nome do seu parceiro homossexual ao público.
Contexto Institucional e Procedimentos de Apuração
A Decrin, órgão especializado da PCDF responsável por investigar crimes com motivação discriminatória, formalizou o registro de ocorrência com base em denúncia apresentada pelo parceiro da vítima, identificado como um homem homossexual que registrou a ocorrência na delegacia da região administrativa de Ceilândia.
O episódio ocorreu no âmbito da Festa de Pentecostes, evento religioso de grande expressão carismática na capital federal, onde o padre proferiu comentários depreciativos sobre o cenário político eleitoral e sobre a legitimidade da candidatura de Cricia Martins, além de expor publicamente o nome e orientação sexual do seu parceiro — figura conhecida por sua atuação em defesa dos direitos LGBTQIA+ — e ameaçou impugnar sua candidatura futura mediante a convocação para concorrer a cargo público, alegando que 'os católicos só votam em quem sai da igreja e gera polêmica'
O padre Moacir Anastácio afirmou que a candidata precisaria 'virar sapatão' para garantir vitória eleitoral, expôs o nome do parceiro homossexual da vítima e ameaçou impugnar sua candidatura nas próximas eleições
Repercussão Legal e Mobilização da Sociedade
A denúncia gerou imediata mobilização de organizações da sociedade civil e de parlamentares que repudiaram o discurso do sacerdote como incompatível com os preceitos constitucionais de igualdade e dignidade humana.
O Ministério Público Federal no Distrito Federal comunicou a abertura de ação civil pública para apurar a responsabilidade do religioso por violação aos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal e pela Lei nº 7.346/85 (Lei Ciro Gomes), que tipifica a discriminação por orientação sexual.



