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Priest de Taguatinga investigado por homofobia contra eleitora em missa ao vivo

PorCarlos CaroneVerificadoOrtografia IAPublicado Há 29 min
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Priest de Taguatinga investigado por homofobia contra eleitora em missa ao vivo
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, Religiosa ou por Orientação Sexual, Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), instaurou procedimentos para apurar um caso de suposta homofobia praticado pelo padre Moacir Anastácio de Carvalho
  • O sacerdote é acusado de ter dito durante uma missa transmitida ao vivo em 6 de outubro de 2026 que a candidata Cricia Martins precisaria "virar sapatão" para garantir vitória eleitoral, referindo-se pejorativamente a figuras públicas eleitas
  • O padre citou o nome do companheiro da vítima homossexual que registrou a ocorrência, expondo-o publicamente, e ameaçou chamá-lo para concorrer a cargo público nas próximas eleições, alegando que "os católicos só votam em quem sai da igreja e gera polêmicação"
Resumo Editorial

A Decrin instaurou inquérito para apurar suposta homofobia do padre Moacir Anastácio, que ofendeu a candidata Cricia Martins ao usar termo pejorativo e expor seu parceiro homossexual durante missa ao vivo em Taguatinga.

A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por O rientação Sexual, Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), instaurou procedimento investigativo para apurar suposto caso de homofobia praticado pelo padre Moacir Anastácio de Carvalho, pároco da Paróquia São Pedro, em Taguatinga, após [correção: na Paróquia São Pedro, localizada em Taguatinga] ao qual se referiu publicamente durante missa transmitida ao vivo em 6 de outubro de 2026, em que ofendeu a candidatura da psicóloga e missionária Cricia Martins, candidata a deputada distrital, ao empregar o termo pejorativo "sapatão" e expor o nome do seu parceiro homossexual ao público.

Contexto Institucional e Procedimentos de Apuração

A Decrin, órgão especializado da PCDF responsável por investigar crimes com motivação discriminatória, formalizou o registro de ocorrência com base em denúncia apresentada pelo parceiro da vítima, identificado como um homem homossexual que registrou a ocorrência na delegacia da região administrativa de Ceilândia.

O episódio ocorreu no âmbito da Festa de Pentecostes, evento religioso de grande expressão carismática na capital federal, onde o padre proferiu comentários depreciativos sobre o cenário político eleitoral e sobre a legitimidade da candidatura de Cricia Martins, além de expor publicamente o nome e orientação sexual do seu parceiro — figura conhecida por sua atuação em defesa dos direitos LGBTQIA+ — e ameaçou impugnar sua candidatura futura mediante a convocação para concorrer a cargo público, alegando que 'os católicos só votam em quem sai da igreja e gera polêmica'

Ponto de Destaque

O padre Moacir Anastácio afirmou que a candidata precisaria 'virar sapatão' para garantir vitória eleitoral, expôs o nome do parceiro homossexual da vítima e ameaçou impugnar sua candidatura nas próximas eleições

Repercussão Legal e Mobilização da Sociedade

A denúncia gerou imediata mobilização de organizações da sociedade civil e de parlamentares que repudiaram o discurso do sacerdote como incompatível com os preceitos constitucionais de igualdade e dignidade humana.

O Ministério Público Federal no Distrito Federal comunicou a abertura de ação civil pública para apurar a responsabilidade do religioso por violação aos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal e pela Lei nº 7.346/85 (Lei Ciro Gomes), que tipifica a discriminação por orientação sexual.

Atenção / Ponto Crítico
O padre Moacir Anastácio poderá responder por crime de discriminação racial ou religiosa – previsto no artigo 5º, inciso XLII da Constituição Federal –, com pena máxima de dois anos de reclusão e perda dos direitos políticos

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