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Pará

Justiça Federal mantém proibição da construção do terminal de gás em Barcarena após rejeição da Termogás

PorO AntagônicoVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 01:50
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Justiça Federal mantém proibição da construção do terminal de gás em Barcarena após rejeição da Termogás
Fatos Rápidos da Notícia
  • Autoridades e órgãos oficiais acompanham os desdobramentos do tema apurado.
  • Os registros, decisões e dados centrais foram confirmados formalmente.
  • Medidas institucionais e regulatórias permanecem em curso e sob monitoramento.
Resumo Editorial

A Justiça Federal manteve a proibição da construção do terminal de gás em Barcarena, exigindo esclarecimentos do Estado e da Termogás sobre licenças e consulta às comunidades tradicionais em cinco dias.

A Justiça Federal manteve a suspensão total da licitação e do início das obras do terminal de gás em Barcarena (PA), decisão fundamentada no pedido do Ministério Público Federal que questionou a ausência de estudos técnicos conclusivos e da consulta efetiva às comunidades tradicionais, apesar da alegação da Termogás de que o Incra já havia iniciado análises preliminares. O embate jurídico, ocorrido na última quinta‑feira (1º), reforça a exigência de cumprimento integral da Meta 7 do Conselho Nacional de Justiça, que visa a proteção dos direitos humanos dos povos indígenas e quilombolas, e impõe ao Estado do Pará e à Secretaria de Meio Ambiente a entrega de informações detalhadas em prazo de cinco dias.

Contexto Institucional e Histórico da Decisão Judicial

A decisão foi proferida no âmbito de ação civil pública com valor de R$ 10 milhões, proposta pelo procurador da República Rafael Martins da Silva, que denunciou a inexistência de avaliação prévia dos impactos ambientais sobre 16 comunidades tradicionais e cinco territórios quilombolas reconhecidos pela Fundação Cultural Palmares, entre eles São Sebastião de Burajuba, Sítio São João, Acuí, Gibrié de São Lourenço e Sítio Conceição. O Ministério Público Federal destacou que os laudos apresentados pela Termogás ignoraram a presença histórica desses moradores, omitindo a dimensão sociocultural do território e comprometendo a validade do licenciamento ambiental.

Ponto de Destaque

A Justiça Federal manteve proibida a concessão de licenças e o início da construção do terminal de gás em Barcarena, afetando um empreendimento avaliado em R$ 10 milhões e que prevê a derrubada de 17,6 hectares de floresta nativa.

Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais

O governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), foi intimado a prestar esclarecimentos sobre eventuais licenças concedidas após a liminar de junho e sobre a formalização do acionamento ao Incra, enquanto o próprio Incra deverá detalhar o plano de trabalho e as estratégias adotadas para garantir a participação efetiva das populações tradicionais nos próximos cinco dias. A petição do MPF requer ainda a anulação dos atos administrativos emitidos sem a participação do Incra e dos moradores, bem como a condenação solidária da Termogás e do Estado ao pagamento de R$ 5 milhões em danos morais coletivos, recursos que deverão ser direcionados a um fundo gerido pelas associações tradicionais locais.

Atenção / Ponto Crítico
O Estado tem prazo de cinco dias para apresentar informações complementares sobre licenças concedidas após a liminar e sobre o engajamento formal com o Incra.

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