O procurador Alexandre Ferreira Azevedo, lotado no Igepss, permanece no exercício de suas funções diante de condenações por importunação sexual contra a enteada de 16 anos, cujos prazos para apuração dos Pads instaurados já se findaram e cuja denúncia foi recentemente rejeitada pela desembargadora Alda Gessyane em decisão que deflagra novo capítulo no cerco da impunidade institucional.
Contexto Jurídico e Esgotamento dos Prazos de Apuração
A investigação formal conduzida pelo Igepss, órgão vinculado ao Ministério Público do Estado do Amazonas, revelou indícios robustos de condutas ilícitas por parte do procurador Alexandre Ferreira Azevedo, que teria produzido fotografias e vídeos de cunho sexual da enteada de 16 anos — então adolescente — em situações vulneráveis, inclusive durante o sono, sem que a vítima tivesse percebido as ações.
O s exames periciais comprovam que o material foi produzido em múltiplas ocasiões ao longo do tempo, com cópias armazenadas em e-mails e no aparelho celular do acusado, enquanto sua esposa, mãe da vítima, identificou o conteúdo por meio do telefone deixado no quarto do filho do casal, evidenciando a trajetória sistemática de violação da privacidade e da dignidade da menor.
O procurador Alexandre Ferreira Azevedo, apesar de denunciado por importunação sexual contra a enteada de 16 anos, permanece no cargo e goza férias, mesmo após o esgotamento total dos prazos para apuração dos Pads instaurados pelo Igepss.
Repercussão Institucional e Desafios à Autoridade da Justiça
A recorrente negativa da desembargadora Alda Gessyane em trancar a Ação Penal pela segunda ocasião reforça um padrão de resistência institucional à responsabilização de autoridades com histórico de condutas ilícitas, configurando uma crise de legitimidade no âmbito do Poder Judiciário estadual.
A permanência do procurador no cargo, somada à ausência de medidas disciplinares concretas apesar da constatação das infrações e da descoberta do material por sua própria esposa, evidencia um abismo entre os protocolos éticos exigidos do Ministério Público e a realidade prática observada no âmbito do Igepss.



