A O rganização das Nações Unidas confirmou indícios de que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra no Irã ao atacar alvos civis em 28 de fevereiro, incluindo uma escola primária em Minab que vitimou 157 pessoas, sendo 123 crianças, e um complexo esportivo em Lamerd, onde 22 civis morreram e mais de 100 ficaram feridos, em ações que o relatório da missão independente de apuração aponta como indiscriminados e sem justificativa militar.
Apuração da Missão da O NU e Contexto das Investigações
A missão independente de apuração de fatos sobre o Irã, comissionada pela O NU, divulgou nesta quinta-feira (17/9) um relatório detalhado que apresenta evidências robustas de responsabilidade norte-americana em ataques contra alvos civis durante o início do conflito armado no Irã. O s investigadores identificaram dois episódios ocorridos no mesmo dia, 28 de fevereiro, data que marca o início das hostilidades declaradas entre os Estados Unidos e o Irã: um ataque contra a escola primária Shajareh Tayyebeh, localizada na cidade de Minab, na província de Hormozgan, e outro contra um complexo esportivo em Lamerd, na província de Fars.
As evidências apresentadas incluem imagens de satélite que comprovam a proximidade da escola a uma base naval do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), embora não haja indícios de que a instituição estivesse sendo utilizada para fins militares. Segundo o relatório, os ataques ocorreram sem discernimento preciso entre alvos civis e instalações militares, configurando, segundo o direito internacional humanitário, violações graves do princípio da proporcionalidade e da distinção.
Mais de 157 pessoas foram mortas no ataque à escola primária Shajareh Tayyebeh, entre elas 123 crianças com idades entre 6 e 13 anos.
Repercussões O ficiais e Consequências Internacionais
O governo dos Estados Unidos negou categoricamente a participação de suas forças nos ataques descritos, afirmando que as operações militares foram conduzidas com total conformidade às leis da guerra e com o propósito de atingir alvos estratégicos. Por sua vez, Teerã rejeitou imediatamente as acusações da O NU, condenando o relatório como parte de uma campanha política motivada por inimizade histórica e interesses geopolíticos.
A O rganização das Nações Unidas também incluiu no mesmo relatório denúncias contra o governo iraniano de cometer crimes contra a humanidade durante a repressão a protestos ocorridos entre o final de 2025 e início de 2026, com mais de 6 mil manifestantes mortos segundo dados da HRANA. O conflito entre EUA e Irã permanece sem resolução diplomática, apesar da redução relativa das hostilidades nos últimos meses.



