Renato Cariani se pronunciou nas redes sociais nesta quarta-feira (28/10) após o pedido apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) para que ele seja condenado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
A denúncia sustenta que o réu, conhecido pelos vídeos de musculação e pela atuação como empresário no ramo fitness, faz parte de um esquema de desvio de insumos químicos que teria resultado na produção de toneladas de drogas, como crack e cocaína. Aos seguidores, Cariani defendeu a empresa da qual é sócio foi alvo de criminosos que desviavam os produtos.
“Em 2023, a minha empresa foi vítima de uma quadrilha que acabou desviando produtos químicos”, declarou o influenciador, acrescentando que ainda não sabe ao certo quais eram as finalidades do material desviado.
Renato Cariani tem mais de 10 milhões de seguidores nas redes sociais
Renato Cariani foi denunciado, com mais quatro pessoas, por tráfico de drogas
Renato Cariani é empresário, fisiculturista e influenciador digital
Renato Cariani atua como influenciador fitness nas redes sociais
Julgamento de recurso de Renato Cariani tem data marcada pelo STF
Renato Cariani responde ao processo em liberdade. Ele e os outros réus foram presos em dezembro de 2023, durante a Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
O MPSP sustenta que a empresa do influenciador, conhecido pelos vídeos de musculação e do universo fitness, teria sido usada para ocultar um esquema de desvio de insumos químicos que teria resultado na produção de toneladas de drogas como crack e cocaína.
“E eu e minha sócia agora respondemos [ao processo] por sermos donos da empresa”, explicou o empresário. “O Ministério Público fez o papel dele e a mim e ao meu advogado cabe provar que nós somos vítimas. Não é nenhuma acusação nova e eu espero que seja o último”, concluiu.
MPSP pede condenação de Renato Cariani
As investigações da PF apontam que o influenciador e os empresários Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira como integrantes de um esquema de desvio de insumos químicos da empresa Anidrol para o mercado ilícito, além de fraudes em registros fiscais.
Segundo a denúncia do MPSP, Cariani e os demais envolvidos “teriam dissimulado os valores provenientes dos crimes de tráfico de drogas […] convertendo em ativo lícito o montante aproximado de R$ 2,5 milhões”.
“Pelo menos 60 vezes, [Cariani e os demais réus] produziram, venderam e forneceram, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, mais de 12 toneladas de produtos químicos destinados à preparação de drogas”, sustenta a denúncia do MPSP.
“Pelo menos 60 vezes, [Cariani e os demais réus] produziram, venderam e forneceram, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, mais de 12 toneladas de produtos químicos destinados à preparação de drogas”, sustenta a denúncia do MPSP.
Em nota ao Metrópoles, a defesa de Renato Cariani afirma que recebe com “naturalidade e nenhuma surpresa” o pedido de condenação.
“Confiamos que o Poder Judiciário fará, ao final, um julgamento justo, pautado pela análise isenta da prova. Temos convicção de que esse julgamento conduzirá à absolvição de Renato Cariani”, afirma o advogado Aldo Romani Netto.



