O presidente do Paraguai, Santiago Peña, enviou ao Congresso Nacional uma carta formal renunciando ao cargo de Presidente da República. No documento, o mandatário classifica a decisão como um dos momentos mais difíceis de sua vida, mas reforça que a República deve estar sempre acima de qualquer pessoa ou circunstância.
Peña fundamentou seu pedido no respeito à Constituição Nacional e nos mecanismos democráticos que regem o país, expressando confiança na ordem de sucessão para assegurar a continuidade do governo e o funcionamento normal do Estado. A prioridade indicada por ele é a tranquilidade dos compatriotas que depositaram suas economias no sistema financeiro.
A renúncia ocorre após a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank. O presidente destacou que, por trás de cada depósito, há anos de esforço e sacrifício das famílias, manifestando o desejo de que o Fundo de Garantia de Depósitos cumpra sua finalidade e que os poupadores sejam resguardados com a devolução dos recursos.
No texto, o presidente confia na fortaleza do povo paraguaio e na capacidade das instituições para superar a situação, afirmando que nenhum cargo é mais importante que a estabilidade da República. O Congresso paraguaio analisa nesta quinta-feira (5) se aceita ou não a renúncia, enquanto a Câmara aprovou um processo de impeachment contra Peña, com deputados da oposição buscando retirar seu foro privilegiado.



