No dia subsequente à protocolização do pedido de providências pelo comando da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva junto ao Tribunal Superior Eleitoral, o Partido dos Trabalhadores formalizou a propositura de ação ao Ministério Público Eleitoral na manhã desta segunda-feira (19), requerendo medidas urgentes para mitigar a abstenção eleitoral no segundo turno da disputa presidencial, previsto para o próximo domingo (25).
Contexto Institucional e Procedural da Denúncia
A denúncia formalizada pelo líder do PT na Câmara, deputado federal Pedro Uczai (SC), fundamenta-se em dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral que apontam para uma taxa de abstenção de 21,08% no primeiro turno, equivalendo a 33,4 milhões de brasileiros ausentes das urnas, com foco especial em 664 municípios distribuídos em 23 estados onde foram identificadas alterações nos locais de votação.
A investigação requerida pelo partido busca esclarecer falhas estruturais na comunicação eleitoral, especialmente no que diz respeito à desinformação decorrente da alteração repentina de endereços de seções eleitorais, que atingiu quase 1,8 milhão de eleitores e gerou dificuldades reais de acesso ao voto em comunidades historicamente vulneráveis.
Quase 1,8 milhão de eleitores em 664 municípios foram impactados por mudanças abruptas nos locais de votação, segundo denúncia do PT ao MP Eleitoral.
Repercussão O ficios e Estratégias de Mitigação
A Procuradoria-Geral Eleitoral confirmou o recebimento da denúncia e sinalizou que acionará as medidas cabíveis para apurar a extensão das alterações nas seções eleitorais e eventuais violações às normas de divulgação prévia previstas no Código Eleitoral.
O partido reiterou a necessidade de ações coordenadas entre órgãos públicos e veículos oficiais de comunicação para garantir que avisos individuais cheguem aos eleitores por meio tradicional, como rádio comunitário e sinalização física nos locais antigos, com especial atenção a idosos e pessoas com deficiência.



