A taxa do DI para janeiro de 2035 recuou oito pontos-base, encerrando o dia em 14,13%, após ter tocado mínime de 14,045% às 12h, enquanto a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg revelou Flávio Bolsonaro à frente de Lula na disputa presidencial com 46,4% contra 46,2% das intenções de voto.
Contexto Institucional e Movimentações de Mercado
O recuo das taxas futuras no Brasil ocorreu em contraste com o movimento de alta observado nos Treasuries dos Estados Unidos e no petróleo Brent, que registrou valor próximo de US$107 o barril, impulsionado pela escalada da guerra no O riente Médio e pela interrupção do tráfego no porto de Mocha, controlado pelos houthis.
A volatilidade cambial e as expectativas em torno da eleição foram determinantes para a reversão da tendência de alta das taxas no início do pregão, com a pesquisa eleitoral reforçando a aposta de que um governo Bolsonaro traria menor risco fiscal e inflacionário ao cenário macroeconômico brasileiro.
A taxa do DI para janeiro de 2035 encerrou a sessão em 14,13%, marcando queda de oito pontos-base em relação à máxima diária registrada horas antes.
Repercussão Política e Consequências para o Sistema Financeiro
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, cassou decisões liminares que garantiam a permanência do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, intensificando a tensão institucional entre os Poderes.
Investidores reagiram à combinação de estabilidade esperada na política fiscal com instabilidade institucional no Judiciário, mantendo o foco na trajetória das taxas DI como termômetro das apostas eleitorais e das expectativas de condução econômica.



