Em 5 de outubro, o influenciador Rico Melquiades, ex-participante do reality show A Fazenda 13, reiterou ataques verbais a Luana Piovani ao chamá-la de 'cão' e acusar a atriz de interferir no debate eleitoral brasileiro, fato que desencadeou nova rodada de farpas públicas e atirou o caso sob investigação do Ministério Público Eleitoral de Alagoas por possível coação eleitoral, com encaminhamento à Polícia Federal para apuração criminal.
Conflito Mediático e Apuração Institucional
A ofensiva verbal de Melquiades ocorreu via story no Instagram, onde, em tom provocativo, afirmou que Piovani 'nem aqui mora' e a instigou a cessar seu 'pitaco' nas eleições, enquanto o vídeo da caminhada praiana — filmado com segurança e legenda irônica sobre 'encontrar alguma doida de Portugal' — reforçava a narrativa de distanciamento territorial e desrespeito ao processo democrático.
O episódio se insere num contexto mais amplo de polarização política e uso estratégico das redes sociais por celebridades, já que semanas antes Melquiades tivesse anunciado sua possível mudança para Portugal em caso de vitória de Lula, movimento que gerou reações cruzadas e intensificou o engajamento midiático em torno da figura do influencer.
O Ministério Público Eleitoral de Alagoas abriu inquérito por suspeita de coação eleitoral após questionamento do posicionamento político de funcionárias públicas.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O MPE alagoano formalizou denúncia contra Melquiades sob o artigo 395 do Código Penal, que tipifica a coação exercida sobre servidores públicos por motivo de atos ou manifestações políticas, e determinou o envio imediato dos elementos probatórios à Polícia Federal para investigação criminal.
Especialistas em direito eleitoral apontam que a suposta prática pode acarretar sanções que incluem inelegibilidade por até oito anos, multa proporcional ao valor da propaganda ilícita e até prisão preventiva caso haja comprovação de violência ou intimidação.



