A médica-veterinária Vitória Valle de O liveira Pinha, 36 anos, morreu após ser atacada por um pastor-belga-malinois do Serviço de Cinotecnia do Senado Federal na última terça-feira (18/8), durante atividade profissional no canil da instituição, em situação classificada pela Polícia Civil do DF como acidente de trabalho, tendo sido socorrida no local e encaminhada ao Hospital de Base, onde não resistiu aos ferimentos graves.
Apuração e Contexto da Investigação O ficial
A Polícia Civil do Distrito Federal instaurou inquérito para apurar as circunstâncias que culminaram no ataque sofrido por Vitória Valle de O liveira Pinha, cuja responsabilidade recai sobre a gestão do Serviço de Cinotecnia do Senado Federal, órgão sob supervisão da Câmara dos Deputados e responsável pelo treinamento e acompanhamento dos cães utilizados em operações policiais legislativas; testemunhas colhidas no canil e relatos iniciais apontam para possível falha na contenção do animal, que encontrava-se solto no momento do incidente, configurando possível omissão de cautela na guarda ou condução de animais, delito previsto no Código Penal brasileiro.
A veterinária, contratada por uma prestadora de serviços terceirizada com contrato vigente junto ao Senado Federal para o cuidado dos animais parlamentares, iniciou sua trajetória profissional como estagiária no canil e, após concluir sua formação acadêmica em medicina veterinária, assumiu integralmente as responsabilidades técnicas no acompanhamento dos cães do Serviço de Cinotecnia.
A médica-veterinária morreu após ser atacada por um cão do Serviço de Cinotecnia do Senado Federal durante exercício profissional no canil da instituição.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
O Ministério da Justiça e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal acionaram a Polícia Civil para conduzir apuração detalhada sobre as condições de guarda do cão envolvido, enquanto o Governo Federal anunciou o estabelecimento de uma nova unidade de conservação ambiental de 743 hectares no região administrativa do Paranoá, medida destinada à proteção ecológica que contrasta com o incidente em análise.
Especialistas em segurança pública e direitos animais apontam que o caso deve motivar revisão rigorosa dos protocolos operacionais do Serviço de Cinotecnia do Senado Federal, com possibilidade de instauração de processo administrativo disciplinar para apurar responsabilidades gerenciais e técnicas na condução dos animais sob sua responsabilidade.



