O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe-DF) estima que o fim da escala 6x1 pode elevar as mensalidades das escolas particulares da região em até 23%. A projeção é baseada em um estudo encomendado pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), que considera o aumento dos custos trabalhistas e outras despesas institucionais.
O texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6x1 foi aprovado pelo Senado Federal em 14 de outubro, em dois turnos. A nova jornada estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e passa a valer a partir de 15 de dezembro.
O levantamento indica que o impacto na folha de pagamento da educação privada pode variar entre R$ 9,3 bilhões e R$ 31,6 bilhões anuais. Dessa forma, o repasse às mensalidades ficaria entre 8% e 11%, valor que, somado ao reajuste anual já praticado pelo setor de 9% a 12%, chegaria ao percentual máximo de 23%.
A presidente do Sinepe-DF, Ana Elisa Dumont, explicou que não há um percentual mínimo ou máximo definido para os reajustes, pois cada instituição estabelece seu índice com base em uma planilha de custos. Ela destacou que os salários ocupam grande parte dos valores recebidos pelas escolas, além de despesas com comunicação, marketing, contabilidade e jurídico.



