O Relatório sobre o Comércio Mundial de 2024, divulgado pela O rganização Mundial do Comércio (O MC) em 15 de abril, evidencia que as tarifas impostas de forma unilateral carregam custos significativos absorvidos pelo próprio país adotante, com evidências históricas das tensões comerciais entre Estados Unidos e China em 2018 e dinâmicas contemporâneas que revelam transferência parcial do ônus para exportadores estrangeiros, dependendo do produto, da economia e do período analisado.
Contexto Institucional e Evidências Econômicas da Análise da O MC
A O rganização Mundial do Comércio (O MC) publicou, em 15 de abril, seu Relatório sobre o Comércio Mundial de 2024, destacando que as tarifas comerciais impostas de forma unilateral não geram impactos exclusivamente domésticos, já que parte relevante do custo recai sobre a economia que as adota, com evidências históricas das tensões entre Estados Unidos e China em 2018 indicando inicialmente repasse quase completo dos encargos aos consumidores norte-americanos.
Estudos citados no documento apontam que entre 5% e 40% do valor das tarifas pode ser transferido a exportadores estrangeiros por meio de preços reduzidos, conforme o produto, a estrutura econômica e o horizonte temporal analisado, enquanto a O MC reforça que o principal ônus das medidas unilaterais incide sobre a própria nação que as implementa.
Entre 5% e 40% do custo das tarifas pode ser repassado a exportadores estrangeiros por meio de preços menores, conforme análise da O MC sobre impactos multilateralizados.
Repercussão Institucional e Perspectivas de Políticas Complementares
A O MC reconhece que os benefícios da integração comercial multilateral elevaram a prosperidade global em cerca de US$ 855 bilhões, concentrando ganhos absolutos nos Estados Unidos, China e Alemanha, embora os efeitos distributivos sejam desiguales entre setores produtivos e regiões nacionais.
Diante desse quadro, especialistas apontam que a abertura comercial deve ser acompanhada de políticas domésticas de adaptação para mitigar perdas em setores industriais sensíveis, como ocorreu com as comunidades afetadas pelas importações chinesas entre 1990 e 2008.



