Em São Paulo, durante almoço com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) na Prefeitura da capital, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma crítica velada às propostas do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que recentemente anunciou uma aliança entre os estados do Sul e Sudeste para contestar a concentração de poder nas negociações sobre o novo imposto único previsto na reforma tributária, fato que provocou reação imediata do ministro da Justiça Flávio Dino (PSB).
Contexto Histórico e Estratégico da Proposta de Aliança Interestadual
A declaração de Bolsonaro, proferida em entrevista coletiva no dia 7 de agosto, destacou-se pela menção à origem nordestina de sua família e ao predomínio de nordestinos em São Paulo, reforçando a dimensão simbólica da controvérsia ao envolver identidade regional e política.
A iniciativa de Zema, divulgada em entrevista ao Estado de S. Paulo, visa consolidar os estados do Sul e Sudeste em um bloco estratégico para garantir representatividade equilibrada nas decisões do Conselho Federativo sobre a divisão do novo tributo, contrariando a tendência de domínio populacional dos centros sul e sudeste que tem avançado nas discussões da reforma tributária.
A proposta de Zema busca equilibrar a participação dos estados nas decisões sobre o novo imposto único, apesar da concentração populacional nos centros sul e sudeste
Repercussão Política e Desafios Institucionais
O ministro da Justiça Flávio Dino classificou a iniciativa de Zema como 'traidor da pátria' em post no Twitter, argumentando que a aliança estimula o separatismo e ameaça a unidade nacional.
Zema rebateu as acusações afirmando que sua proposta visa somar esforços regionais sem prejuízo a qualquer unidade federativa, reforçando que não tem caráter divisivo nem visa diminuir outras regiões.



