A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (4) a O peração Repatriar, uma ação coordenada para desmantelar uma rede internacional de tráfico de bebês destinada à adoção ilegal no Paraguai, após investigações que revelaram a transferência de um recém-nascido do Brasil para o país vizinho sob negociação criminosa.
Contexto Institucional e Estrutura da Investigação
A apuração inicial da Polícia Civil do Paraná identificou a movimentação de um bebê que havia sido retirado de sua origem e encaminhado ao Paraguai, onde seria entregue a terceiros após acordo financeiro, fato que motivou o encaminhamento ao âmbito da Justiça Federal por seu caráter transnacional e a atribuição da investigação à PF, que mapeou a estrutura por meio da Superintendência da PF no Paraná.
A O peração Repatriar, batizada pela própria corporação, resultou na execução de três mandados de busca e apreensão em Foz do Iguaçu, onde foram apreendidos dispositivos eletrônicos e documentos que compõem o núcleo da rede investigada, com análises periciais em andamento para esclarecer os mecanismos utilizados no esquema.
Mais de 30 mil adotantes no mundo todo teriam sido alvo de indícios de fraude na origem dos bebês segundo apurações policiais
Repercussão e Desdobramentos Judiciais
A Justiça Federal, ao assumir a competência do caso por envolver crime transnacional contra menores, determinou o afastamento imediato dos investigados e autorizou medidas cautelares que incluem o congelamento de bens e o impedimento de comunicação entre os envolvidos.
O Ministério Público Federal já instaurou inquérito civil para apurar responsabilidades institucionais e familiares na mediação ilícita da adoção internacional, com possibilidade de responsabilização criminal por associação criminosa e violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente.



