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Política

Cleitinho defende livre comércio e critica boicotes políticos após eleições

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 49 min
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Cleitinho defende livre comércio e critica boicotes políticos após eleições
Fatos Rápidos da Notícia
  • Cleitinho criticou boicotes políticos a empresas e relatou cliente petista que nunca deixou de comprar no varejão do pai dele.
  • Ele mencionou mulher na academia que votou nele e em Lula e comprou por anos no comércio do pai dele.
  • A cliente enfrentou dificuldades financeiras após ser abandonada pelo marido e ficou com três filhas; o pai de Cleitinho ofereceu verduras para pagar depois.
Resumo Editorial

O senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, usou relato pessoal para argumentar que diferenças políticas não devem impedir relações comerciais, ao mesmo tempo em que pede que parlamentares renunciem a salários e benefícios se incentivarem campanhas de boicote a empresas.

Cleitinho Azevedo (Republicanos), senador e governador eleito de Minas Gerais, publicou vídeo no qual critica movimentos de boicote a empresas motivados por divergências políticas. Ele relatou o caso de uma cliente que vota no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas nunca deixou de comprar no varejão de seu pai, que sempre votou na direita. Segundo ele, não houve boicote por parte do pai nem da cliente, mesmo diante de posições políticas opostas.

O parlamentar também mencionou encontro com uma mulher na academia que disse ter votado nele, mas confessou ter escolhido Lula nas eleições. A conversa foi respeitosa, e ela relatou que comprou por anos no comércio do pai de Cleitinho, sabendo do posicionamento político diferente. Cleitinho lembrou ainda que a mulher passou por dificuldades financeiras após ser deixada pelo marido, ficando com a responsabilidade de três filhas, e que o pai dele ofereceu verduras para ela pagar quando tivesse condições.

Cleitinho questionou se o voto ou o time de futebol definem o caráter de uma pessoa, citando que tem amigos atleticanos apesar de ser cruzeirense. Ele pediu que políticos que se declaram de direita e cristãos repudiem comportamentos como humilhar crianças por causa da preferência política da família, afirmando que “a criança não vota”.

O senador direcionou críticas a políticos de direita e de esquerda que incentivam campanhas contra empresas por causa do posicionamento político de proprietários ou clientes. Ele citou exemplos como Coco Bambu e Havan, mencionando que o fundador da Havan sempre votou em Bolsonaro, e defendeu que parlamentares abram mão de salário, auxílios de moradia, paletó e alimentação, além de verbas de gabinete, caso incentivem boicotes.

Cleitinho sugeriu ainda que os eleitores direcionem cobranças ao fundo eleitoral e ao fundo partidário. A manifestação ocorre em meio a uma onda de campanhas de boicote que ganhou força após o segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro, quando listas com nomes de estabelecimentos identificados como apoiadores de Lula passaram a circular nas redes sociais em Minas Gerais.

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