A Justiça de São Paulo rejeitou a denúncia do Ministério Público contra Osmar Stábile, presidente do Corinthians. A decisão, proferida pela juíza Daniela Martins de Castro Mariani Cavallanti, da 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, concluiu que a acusação não apresentou elementos mínimos para comprovar a ocorrência do crime de apropriação indébita.
O caso investigava a contratação da empresa Bear Security, com prejuízo estimado em R$ 721.194,66 aos cofres do clube. Segundo o MP-SP, Stábile teria realizado 15 pagamentos à empresa entre julho de 2025 e agosto de 2026. A magistrada entendeu que a contratação passou pelos mecanismos internos do Corinthians, teve conhecimento da instituição e resultou na prestação efetiva dos serviços.
Em paralelo à decisão judicial, a Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians avançou em um procedimento administrativo que apura possíveis irregularidades do presidente. O despacho assinado por Leonardo Pantaleão determinou a mudança do rito para o previsto no Estatuto Social para casos de impeachment, embora o clube tenha esclarecido que isso não significa condenação ou afastamento de Stábile.



