No domingo, 31 de agosto, as Forças Armadas da Colômbia conduziram bombardeio estratégico contra acampamento de guerrilheiros dissidentes da Frente Carolina Ramirez (Tigre), afiliado ao Estado-Maior Central, matando 20 indivíduos no departamento de Guaviare, região amazônica colombiana, em operação coordenada que resultou na captura de cinco homens e dois menores, confirmando a liderança de Iván Mordisco entre as vítimas.
Contexto Histórico e O peracional das Ações Militares
A ofensiva militar ocorreu em um contexto de guerra aberta deflagrada pelo governo do presidente Abelardo de la Espriella, após o fracasso das negociações de cessar-fogo iniciadas no mandato de Gustavo Petro (2022-2026), com a Frente Carolina Ramirez mantendo posição de desafio à autoridade estatal desde a ruptura das conversas de paz. A apuração, baseada em relatórios oficiais do Ministério da Defesa e no mapa de operações militares divulgado pelo Comando Militar Sul, confirmou que o alvo foi um núcleo logístico utilizado por combatentes dissidentes que resistem à desmobilização coletiva.
O s antecedentes indicam que menos de sete dias antes, em 27 de agosto, as Forças Armadas haviam realizado bombardeio semelhante em outro ponto do mesmo departamento, resultando na morte de 10 indivíduos, incluindo menores de 15 e 16 anos, conforme relatado pela Defensoria del Pueblo. A repetição tática sugere estratégia de desgaste progressivo contra estruturas fragmentadas do EMC, enquanto a apreensão de 26 fuzis, quatro metralhadoras e três pistolas no dia 31 reforça o caráter sistemático da operação.
A Frente Carolina Ramirez perdeu sua liderança máxima, com a morte de Iván Mordisco em operação militar que matou 20 pessoas no departamento de Guaviare.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A Presidência da República, por meio do ministro da Defesa, general Luis Fernando Navarro, justificou a ação como medida necessária para neutralizar ameaças à integridade territorial e à segurança dos civis, reiterando compromisso com o cumprimento do Acordo de Paz de 2016. Já a Comissão Interamericana de Direitos Humanos já havia alertado sobre violações decorrentes de operações militares em zonas rurais sem supervisão judicial independente.
O Ministério Público Federal anunciou abertura formal para apurar responsabilidades civis e criminais no bombardeio, enquanto o Instituto Colombiano de Direitos Humanos pediu garantias imediatas sobre proteção a menores e deslocados, sob risco de escalada para instâncias internacionais competentes.



