A Polícia Civil de Arujá, na Grande São Paulo, instaurou inquérito para apurar suposto caso de agressão e ameaça com uso de arma praticado pelo vereador Juvenildo Barbosa Da Silva (PP) contra o ex-chefe do gabinete Thiago Farias de Freitas no início do mês, episódio que mobiliza os órgãos de segurança e gera tensão institucional no cenário municipal.
Contexto Institucional e Antecedentes da Investigação
A apuração conduzida pela Divisão de Homicídios e Contravenções da Polícia Civil baseia-se em depoimento formal do ex-assessor Thiago Farias de Freitas, que relatou ao Boletim de O corrência que o vereador o agrediu com um soco e um corte após negar qualquer responsabilidade pelas publicações falsas divulgadas em suas redes sociais.
Conforme registros da Câmara Municipal de Arujá, Juvenildo Barbosa Da Silva encontra-se em seu segundo mandato como parlamentar municipal, tendo assumido cargo eletivo em 2021, enquanto Thiago Farias de Freitas ocupou a função de chefe de gabinete até sua exoneração por divergências políticas no início do mês corrente.
O relatório policial aponta que o encontro entre as partes ocorreu na Avenida Adília Barbosa Neves, no bairro Jordanópolis, onde o vereador ter-se aproximado da vítima e proferido ameaças verbais antes de desferir violência física.
Ainda segundo o documento pericial, o ex-assessor alegou ter tentado marcar uma reunião com o parlamentar sem referência ao motivo do conflito, fato que teria provocado a reação violenta do vereador.
Ainda que ainda não tenha sido formalmente notificado da abertura do inquérito, Thiago Farias acionou a Polícia Militar para solicitar atendimento médico imediato após o ocorrido, conforme consta em comunicado interno da corporação.
O vereador Juvenildo Barbosa Da Silva (PP) é investigado por suposto uso de arma de fogo e violência contra ex-chefe de gabinete em Arujá.
Repercussão O ficiais e Desdobramentos Imediatos
Em contato formal com a imprensa, a Câmara Municipal de Arujá declarou em nota oficial que não recebeu qualquer comunicação institucional ou notificação referente ao caso investigativo, reiterando seu compromisso com os procedimentos legais em curso.
Enquanto o Ministério Público do Estado permanece em silêncio sobre eventual abertura de procedimento civil ou criminal decorrente da denúncia, o ex-assessor mantém canais abertos para prestar esclarecimentos adicionais às autoridades competentes.
Especialistas jurídicos apontam que, se comprovado o crime de lesão corporal agravada e ameaça com uso de arma, o vereador pode responder por prisão preventiva ou fiança cassada, conforme previsão do Código Penal brasileiro no artigo 147.



