A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que Flávio Bolsonaro figura sob investigação formal por atuar como interlocutor direto do banqueiro Daniel Vorcaro nas tratativas financeiras e operacionais do filme Dark Horse, conforme revelado em representação oficial encaminhada ao STF, o que configura suspeita de envolvimento efetivo na estruturação e captação de recursos para o projeto.
Apuração Preliminar e Estrutura Investigativa da Polícia Federal
A investigação da Polícia Federal abrange cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento técnico das gravações do filme Dark Horse, com recomendação explícita de aprofundamento da apuração para esclarecer o papel efetivamente exercido por Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Mario Frias e demais envolvidos na estruturação, captação e destinação dos recursos financeiros, conforme documento técnico submetido ao Supremo Tribunal Federal em 2024.
Antecedentes indicam que a apuração surgiu após vazamento de mensagens sigilosas e movimentações bancárias ligadas a intermediários do setor audiovisual, com foco no uso de canais de comunicação privilegiados e relações de proximidade com agentes públicos, levantando questionamentos sobre possível uso de influência para obtenção de vantagens indevidas ou lavagem de recursos.
A Polícia Federal recomenda aprofundar a investigação para esclarecer o papel efetivamente exercido por Flávio Bolsonaro e demais interlocutores-chave na estruturação do financiamento do filme Dark Horse.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos Imediatos
A formalização da investigação pelo STF acende alarme no ambiente político-eleitoral, sobretudo em razão da proximidade com a campanha de Lula, que vê Flávio Bolsonaro como peça-chave estratégica em pesquisas de voto, enquanto o senador mantém postura defensiva, negando categoricamente qualquer irregularidade e reiterando compromisso com a transparência.
Especialistas em direito eleitoral e lavagem de ativos apontam que, se comprovado vínculo direto entre cobrança de valores e operações financeiras irregulares, o caso pode gerar ação penal por crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro ou abuso de poder político.



