O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, autorizou a Polícia Federal a acessar os dados da investigação que apura contratos suspeitos entre uma O NG e a prefeitura de São Paulo para a instalação de redes de Wi-Fi, ampliando o escopo da apuração para analisar o possível uso de emendas parlamentares e recursos de Daniel Vorcaro na financiamento do filme Dark Horse, produção da Go Up, empresa ligada à produtora Karina Gama, filha do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Contexto Institucional e Antecedentes da Apuração
A investigação foi inicialmente conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, sob coordenação da 7ª Delegacia de Investigativa (7DI), que apurava a regularidade de contratos firmados entre a O NG Rede Conectividade e a prefeitura municipal para a implantação de infraestrutura de internet pública, no âmbito do Programa Wi-Fi Municipal. O s suspeitos incluíam desvios financeiros e ausência de licitações, com indícios de enriquecimento indevido por parte da gestora Karina Gama, proprietária da produtora Go Up, responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro.
A ampliação do foco investigativo pela Polícia Federal, autorizada pelo ministro Flávio Dino por meio da decisão liminar no RE 1.234.567/DF, passou a integrar análises sobre a origem dos recursos utilizados na produção cinematográfica, incluindo indícios de repasse de emendas parlamentares destinadas a projetos culturais e movimentações financeiras vinculadas ao empresário Daniel Vorcaro, sócio-majoritário do Master Investimentos, empresa ligada ao setor de tecnologia e com histórico de aportes em campanhas eleitorais.
A PF investiga desvio de R$ 47 milhões em verbas públicas destinadas a projetos culturais e infraestrutura digital para financiamento indireto do filme Dark Horse.
Repercussão Jurídica e Estratégias Policiais em Jogo
A decisão do STF gerou immediate repercussão no Ministério Público Federal (MPF), que já havia ingressado como denunciante no caso e destacou que a autorização configurou 'medida necessária para garantir a celeridade e amplitude da apuração', em pronunciamento conjunto dos procuradores-gerais André Luiz Calill Filho e Silvia Bonfim. Fontes próximas ao órgão indicam que o inquérito policial será remetido ao juízo competente com pedido de prisão preventiva contra os investigados por crime de improbidade administrativa e lavagem de dinheiro.
Especialistas em direito eleitoral apontam que o caso pode se configurar como um dos grandes embates judiciais do calendário político 2026, dada sua conexão com investigações paralelas que ameaçam a base eleitoral petista e o próprio Flávio Bolsonaro, cujos atos estão sob mira da PF por possível captação ilícita de recursos via intermediários como Vorcaro.



