Após ser recapturada na Bolívia e transferida para Cuiabá, Angeliquinha, condenada a mais de 260 anos de prisão, assume oficialmente a liderança do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, conforme constata a Polícia Civil, que reforça a necessidade de seu cumprimento no Regime Disciplinar Diferenciado na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, sob determinação do juiz Anderson Clayton Dias Batista.
Contexto Institucional e O peracional da Transferência
A autoridade policial destacou que Angeliquinha exerceu papel central na estrutura financeira, no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro do CV, com investigações que revelam sua influência direta sobre atividades ilícitas em Alta Floresta, incluindo exploração de garimpo irregular e esquema de extorsão.
O processo de extradição ocorreu após sua captura na Bolívia, em setembro de 2025, em operação coordenada entre as polícias civil de Mato Grosso e boliviana, garantindo o retorno da condenada ao solo brasileiro para cumprir pena em regime de maior segurança.
Angeliquinha responde por mais de R$ 20 milhões em movimentações financeiras ilícitas durante um ano e sete meses de atuação criminosa.
Repercussão Jurídica e Estratégia Penitenciária
O juiz Anderson Clayton Dias Batista determinou o novo regime disciplinar com foco em impedir qualquer tentativa de articulação comanditária ou nova fuga, prevendo condições restritivas como cela individual, visitas limitadas e controle rigoroso de comunicações.
A transferência para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May reforça o esforço do sistema prisional mato-grossense em isolar líderes criminosos de suas redes operacionais externas, sinalizando uma estratégia institucional de desarticulação progressiva.



