No dia em que o Supremo Tribunal Federal deu início ao julgamento do pedido de investigação contra Alexandre de Moraes, a campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva intensificou sua presença digital na Meta, lançando 94 novos anúncios veiculáveis no Instagram e no Facebook, representando um aumento de 32,4% em relação à véspera, quando foram publicados 71 materiais.
Amplitude e Dinâmica da Ações Publicitárias na Fase Final da Campanha
De acordo com os registros da biblioteca de anúncios da Meta, a campanha de Lula acumulou 94 peças publicitárias no dia 15 de setembro, contra 71 na segunda-feira (14/9), refletindo um salto significativo na estratégia de comunicação em um momento de alta tensão institucional.
O volume de anúncios produzidos pela campanha petista entre 2 de agosto e 1º de setembro já superava os R$ 5 milhões em gastos com mídia paga na plataforma da Meta, valor que se mostrou quase cinco vezes superior aos investimentos feitos por Flávio Bolsonaro no mesmo período, indicando uma clara priorização na disseminação de mensagens eleitorais diante do embate jurídico em curso.
Lula destinou cerca de R$ 5 milhões a anúncios na Meta entre agosto e setembro, superando em quatro vezes o investimento de Flávio Bolsonaro no mesmo período.
Repercussão Institucional e Estratégias de Repressão Política
A decisão do STF de abrir investigação contra Alexandre de Moraes desencadeou uma reação imediata da campanha lulaista, que ampliou a frequência e o foco das peças publicitárias, com temas centrais como a defesa da independência do Judiciário, o combate à impunidade no Caso Master e a necessidade de reforço na segurança pública.
Enquanto isso, coordenadores da campanha e aliados próximos ao presidente reiteram a necessidade de transparência por parte do ministro, destacando que Moraes tem 'obrigação' de se manifestar sobre os fatos sob apuração, mesmo que ainda não haja sentença definitiva.



