Na quarta-feira (26/8), uma avalanche de lama desencadeada por um colapso de geleira na região de Rasuwa, na fronteira Nepal-Tibete, sepultou trechos da barreira territorial entre os dois países, matando 332 pessoas e deixando mais de 1.300 desaparecidos, em sua maioria turistas, conforme atualizações oficiais divulgadas na manhã de 27/8.
Contexto Geológico e O peracional do Evento
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) identificou o mecanismo desencadeante como um colapso de gelo e rocha sobre uma geleira marginalmente instável, com a subsequente liberação de aproximadamente 45 milhões de toneladas de material em movimento, que atingiu o leito do rio Trishuli e provocou uma onda destrutiva de lama e água.
O funcionário da usina hidrelétrica local, Vivek Shrestha, registrou em vídeo os momentos iniciais da catástrofe, evidenciando a velocidade com que a inundação avançou sobre vias de acesso e áreas fronteiriças, com imagens que foram visualizadas por mais de 36,6 milhões de pessoas em plataformas digitais globais.
A avalanche causou 332 mortos no Nepal e Tibete, com mais de 1.300 desaparecidos após o colapso de geleira na fronteira Nepal-Tibete
Repercussão Institucional e Desafios da O peração de Resgate
As autoridades nepalesas, por meio da polícia e do Ministério da Segurança, confirmaram a atualização do balanço para 332 óbitos, incluindo três no Tibete chinês, enquanto continuam os esforços coordenados com equipes chinesas para localizar os desaparecidos.
O Ministro da Fazenda do Nepal, Yubaraj Khatiwada, declarou que o governo mobilizou recursos logísticos e técnicos para acelerar as operações de busca, destacando a urgência diante do risco iminente de novas deslizamentos caso o lago formado pelo entupimento continue a se expandir.



